Tive a sorte de ter nascido em uma família de aventureiros, meu pai adorava viajar, e minha mãe sempre ia ao embalo, e acabou tomando gosto. Minha família, todo o ano viajava, mas de carro, pois os recursos eram escassos para uma viagem de avião, ainda mais quatro pessoas. Por essa razão e também por gostar de dirigir, que meu pai, sempre dizia que se quer conhecer algum local, o certo era ir de carro, pois você chegava a locais que o avião não ia, e ele tinha certa razão, fomos à trans amazônica de carro, enfim rodamos o Brasil todo e alguns países da América do Sul. Mas devido a termos uma parenta na aviação, como comissária, meu pai e eu sempre sonhamos com aviões e as viagens fascinantes, tanto que aos domingos, era comum ele levar a família para um café com sorvete no terraço de congonhas em São Paulo, para apreciar as aeronaves, e lembro-me bem que adorava imaginar para onde essas pessoas iriam e de onde chegavam, imaginava pelas roupas que estavam vestindo. Até que um dia chegou minha vez, consegui entrar para a aviação e comecei a descobrir o mundo, conhecer países que nunca imaginaria pisar um dia, cidades e locais distantes, novas culturas e línguas, simplesmente um mundo novo se abriu para mim. E hoje a escola de vida que tive, garanto que poucos tiveram, segue o mapa-mundi com as cidades e países que pisei ao longo de minha carreira, para vocês terem uma ideia de como rodei, ou melhor, voei.
VOAR UM GRANDE LANCE. HISTÓRIAS DA AVIAÇÃO.


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