quinta-feira, 12 de novembro de 2020

CURIOSIDADES - SERVIÇO DE BORDO - OS CARDÁPIOS DA VARIG

 OS CARDÁPIOS DA VARIG 

Um dos itens que a Varig sempre prezou, foram os cardápios a bordo, não importando qual a classe, pois nos voos internacionais, até a classe econômica também oferecia cardápios. Dependendo da época os temas eram variados, nos anos 70 nos voos do B.707 os cardápios da primeira classe, mostravam um pouco dos locais turísticos do Brasil.

Já nos anos 90 eram temas de flores e nos anos 2000 foram os pássaros de nossa fauna brasileira, muito lindos. Me lembro de colegas que brigavam a bordo para conseguir um desses cardápios,para fazer quadros decorativos, na época não dava muita importância, mas hoje vejo que fui tolo em não guardá-los. 

VOAR UM GRANDE LANCE HISTÓRIAS DA VARIG.



















segunda-feira, 9 de novembro de 2020

HISTÓRIAS DA VARIG - FILMES EXIBIDOS A BORDO E SUAS HISTÓRIAS

 

CINEMA A BORDO

 Já comentei sobre os filmes que são exibidos a bordo para os passageiros, e como já comentei anteriormente,  nos aviões mais antigos, como por exemplo os DC-10, com menor tecnologia embarcada, os filmes passavam em telões, distribuídos pelas cabines de passageiros, sempre com o mesmo filme, pois o sistema era bem rústico, um vídeo cassete, onde entrava em uma bolsa da comissaria ( comissaria-local  e departamento que preparava tudo necessário ao voo, como entretenimento, alimentos, equipamentos de conforto, enfim tudo necessário para tornar o voo prazeroso aos passageiros e também aos comissários e tripulantes) os filmes que eram programados para a etapa, mas sempre passávamos apenas um filme longo, após o serviço de jantar, e um filme curto, geralmente depois do café da manhã, com algumas dicas da localidade que iríamos pousar, aliás uma jogada muito interessante da Cia que só adotou  no final dos anos 90. As coisas só começaram a mudar com a chegada dos aviões mais modernos, o MD-11 foi o marco das transformações, com telas individuais e um sistema computadorizado para exibir os filmes e musicas, permitindo que cada passageiro visse aquilo que quisesse assistir, com várias opções.

 Lembro-me de um caso, que me contaram, que em um voo da VASP, anos 80, um colega, até hoje não se sabe se foi ele que fez de propósito, ou se algum funcionário da comissaria que o fez por pura sacanagem, passou um filme erótico a bordo, que claro, logo foi tirado do ar, Ahaha. Não sei até que ponto essa história é verdadeira.

 Mas outra história é verdadeira e ocorreu com um colega de turma. Vamos à História;

Ano de 1984, minha turma acabava de completar um ano de voo e, as tão sonhadas férias chegaram, e esse colega juntamente com  outro, resolveram aproveitar as passagens, e como um deles tinha um irmão morando na Itália,  resolveram viajar para Roma, para aproveitar o GC (passagem para funcionários). Tudo uma maravilha, os dois extasiados com o avião, um baita DC-10, enorme, eles nunca tinham entrado em um avião tão grande, estavam felizes, por conseguirem lugar no voo. E lá estavam eles, sentados na econômica, serviço de jantar terminado e o filme começou. Era um filme de ação, tipo duro de matar, com cenas de explosão e tiros, e parece mentira, mas aconteceu, no meio do filme, quando uma explosão ocorreu em uma cena de ação, vejam só a coincidência, uma turbina do avião, resolveu explodir em pleno voo, e o barulho, e fogo foram imediatamente em conjunto com o filme, parecia até efeito especial. Não preciso dizer que foi um pânico a bordo, todos se assustaram, e o voo teve que voltar para o RIO. Graças a Deus tudo correu bem, mas não deu tempo pra nada, outro avião estava na pista aguardando os passageiros e o pior sem serviço de bordo, somente o café da manha, pois é, o voo virou um voo da fome, mas com todos em segurança. Esse amigo, digamos meio azarado, jamais esqueceu seu primeiro voo internacional. 

VOAR UM GRANDE LANCE. HISTÓRIAS DA AVIAÇÃO.






quinta-feira, 5 de novembro de 2020

CURIOSIDADES - SERVIÇO DE BORDO - AS JARRAS E BULES DOS AVIÕES

 

AS JARRAS E BULES DAS GALLEYS 

Nas Galleys dos aviões usávamos jarra inox, a qual cabia em média 2 litros de líquidos nelas, quebravam um galho no serviço, pois colocávamos sucos e líquidos quentes nelas, já que com o passar dos anos o serviço de bordo foi simplificando e os sucos servidos durante o jantar eram servidos em suas próprias caixas dispensando as jarras, e águas nas garrafas, fazendo com que as jarras não fossem tão utilizadas na classe Econômica, sendo somente no serviço de café da manhã, e com o tempo foram substituídas por umas de acrílico, mantendo as de inox somente para as classes executiva e primeira classe.

Lembro-me que nessa época o serviço de almoço era completo com copos de vidro, passe e repasse, e no final a bandeja de cafezinho. Uma bandeja inox redonda em pano branco, onde acomodávamos umas 30 xícaras de plástico e, na galley traseira do B-737 naquele remexo todo, tínhamos que encher as xícaras sem derramar um pingo sequer na toalha. Confesso que no início era difícil, mas com o tempo, e graças ao bule, conseguia encher rapidamente no meio da turbulência sem derramar uma gota na toalha, pois a borda do bule era meio curva. Macetes que aprendemos com o tempo de voo. 

Como sempre, uma pequena historinha de jarras e comissários, que aconteceu uma vez comigo, quando ainda voava na rede nacional, anos 80, voávamos B.737 o Breguinha, etapas curtas, com serviço de suco, água e café, sendo que avião lotado, trechos curtos, em baixa altitude, sinônimo de turbulência, e tínhamos que fazer o serviço sair. Um dos macetes que usávamos para ganhar tempo era encher as jarras com suco e gelo, umas quatro, e deixa-las em um compartimento da galley, para depois da decolagem usar para o serviço, o problema, foi que esquecemos, de que o B.737 sobe rápido e bem inclinado, e nesse voo, o colega encheu demais as jarras, na decolagem, não deu outra, a galley ficou toda melada com suco, sem condições para trabalhar, pois, tudo melava e grudava, e não preciso dizer que tivemos que cancelar o serviço de suco e só oferecer água e café, até parecia que já estávamos adivinhando como seria o serviço de bordo no futuro, com tudo simplificado. 

VOAR UM GRANDE LANCE. HISTÓRIAS DA AVIAÇÃO.










segunda-feira, 2 de novembro de 2020

HISTÓRIAS DA VARIG - GRUPO DE DANÇAS FOLCLÓRICAS DE COMISSÁRIOS DA VARIG

 

GRUPO DE DANÇA FOLCLÓRICA DA VARIG

Grupo de Danças Folclóricas Gaúchas ¨ Os Teatinos ¨.

Este grupo, foi formado exclusivamente por comissários de bordo e todos gaúchos, com exceção de duas personagens, o grupo foi fundado em 1980, por conta de uma brincadeira entre os gaúchos da Varig no chuvisco (clube de campo para funcionários da Varig em São Paulo), onde se reuniam para um bom churrasco com as famílias, e aproveitavam para dançar e cantar, foi então que o saudoso comissário Jairo Lemos, um professor de dança e de músicas gauchas, teve a brilhante ideia e resolveu criar um grupo de danças típicas gaúchas, já que ele era um colega que adorava cultuar as tradições de sua terra Natal, começou convidando os comissários gaúchos que brincavam no chuvisco naquela época, a participarem do grupo, a princípio ninguém tinha habilidades de dança, e o colega Jairo pacientemente ensinou os passos e as danças a todos, eram ensaios intermináveis no clube chuvisco em São Paulo. Cada membro, no início do grupo, adquiria e comprava a sua indumentária por sua conta e do jeito que queria usar, sem uma padronização. O grupo se apresentava aleatoriamente, até que a Gefuvar (Associação de funcionários da Varig) no Rio, conheceu o trabalho deles, e os convidou para participar das olimpíadas dos tripulantes, onde cada Cia aérea faria um show na abertura do evento e o grupo iria representar a Varig.A sorte estava do lado do grupo, e no show de abertura o então presidente da Varig na época, presente ao evento, gostou do que viu, e resolveu patrocinar oficialmente o grupo. Deu tudo certo e esse grupo, representou a Varig, o Rio Grande e o Brasil em várias apresentações pelo Brasil afora e com 02 apresentações no exterior em Portugal, onde participaram em uma das vezes, do 25º festival internacional de folclore, onde foram os únicos representantes da América do Sul.  A vida destes bravos não era fácil, além de terem ensaios intermináveis nas suas folgas, também tinham alguns colegas, que olhavam para eles de cara feia, achando que eram peixes da escala, mas era justamente o contrário, ralavam muito e ainda precisavam voar na função, tinham escala fixa, pois precisavam das folgas juntos para os ensaios. Não ganhavam sequer um centavo, faziam tudo por amor às tradições gaúchas, aliás, gastavam dinheiro com as indumentárias e instrumentos, coisa de bastidores, que ninguém via, mas alguns, infelizmente, adoravam criticar o grupo. Mesmo com tudo isso, o grupo deu certo por um tempo, os membros formaram uma grande família, eram muito unidos, até que depois por razoes políticas, na minha humilde opinião, em 1983, o grupo se extinguiu, uma grande perda para todos.

Uma singela homenagem a estes colegas que se uniram em amor a arte e tradições gaúchas, sei que é pouco , pois eles merecem muito mais, mas fica aqui o meu registro e que eles jamais sejam esquecidos por todos nós.

A seguir os versos singelos que nosso colega, que infelizmente já faleceu, e que participava do grupo, como POSTEIRO DA INVERNADA DA POESIA, alguns trechos da poesia: 

¨Somos um grupo de danças

  Teatinos é nosso nome.

  Dança mulher, dança homem,

  Defendendo os ideais.

  Tem patrão, peão, capataz:

  E todos empenhados

  Em defender o Rio Grande amado,

  Mesmo em outros litorais.

  Uns, tem um triste fim!

  Outros: Começo bonito,

  Não somos grupo proscrito!

  Também não somos mesquinhos

  Sempre andamos direitinho,

  Conservando o nosso tino.

  E, enquanto existir os TEATINOS!

  Rio Grande não estará sozinho. ¨

 

Autor- JOSÉ ALBERTO PAIVA FERNANDES.














sexta-feira, 30 de outubro de 2020

CURIOSIDADES - SERVIÇO DE BORDO - BEBIDAS ALCOOLICAS

 

LOCAL CTC GIG–TEMA BEBIDAS ALCOOLICAS A BORDO–EQTOS VARIADOS ANOS 70 EM DIANTE 

Na Varig, as bebidas alcoólicas que entravam a bordo, sofriam um controle rígido, tanto de qualidade quanto a quantidade embarcada nos aviões, tudo era controlado, a quantidade de garrafas por voo, separadas por classes, em carrinhos de bebidas chamados de licor kit. Os comissários faziam cursos específicos sobre vinhos, e como preparar drinks, os mais variados. As aulas, não é preciso dizer, era uma festa, com degustação no final, onde invariavelmente os mais saidinhos saiam um tanto altos da aula. Algumas das bebidas oferecidas a bordo em fotos para vocês terem uma ideia da exclusividade da Varig em vinhos e outras bebidas, tudo feito e entregue especialmente à Varig.

Segue uma história engraçada com colegas de voo e passageiros:

 Era um voo como outro qualquer, na classe econômica, e nesse voo tinha um comissário que infelizmente, era alcoólatra, e tinha a mania de colocar um copo de vodka com coca-cola, na bancada onde ele trabalhava assim ele ficava trabalhando e bebendo, sem dar na vista, achava ele. Em um voo no Plantão, o colega e outros, estavam muito ocupados e não notaram que uma senhora de idade, se aproximou na Galley, e vejam o que aconteceu, ela pegou o copo de coca batizada do colega e levou para o assento dela. Quando notamos o ocorrido, foi um caos na Galley, procurando o copo e tentar adivinhar o que aconteceu. Não demorou muito para descobrirmos, a senhora voltou a Galley, depois de um tempo, toda alegre, e foi logo perguntando, se não tinha mais daquela Coca-Cola mágica, que a deixou bem mais relaxada. Não preciso dizer que foi uma risada só na Galley. 

VOAR UM GRANDE LANCE . HISTÓRIAS DA AVIAÇÃO.



















terça-feira, 27 de outubro de 2020

CURIOSIDADES - SERVIÇO DE BORDO - AS MALAS DA TRIPULAÇÃO

 A Varig entregava a cada tripulante, nos anos 80 quando entrei na Cia, uma mala pequena e uma mala grande, e para as comissárias, também ganhavam um saco de roupas e a bolsa é claro. Essas malas têm muitas histórias para contar, desde as antigas, mais duras, porém mais resistentes, quanto aos últimos modelos, já com as rodinhas e alça para puxá-las.

Tenho algumas histórias com as malas, em uma delas, nos anos 80, cheguei atrasado para um voo para Fortaleza e, naquele tempo tínhamos uma espécie de baia, onde todos os tripulantes colocavam suas malas, para entrar no D.O. , para assinar a folha do voo. Eu com pressa, adivinha, troquei de mala, e o pior, só descobri isso quando estava para pousar em Fortaleza, pois abri a mala para guardar algumas bebidas e surpresa, uma mala com roupas femininas, um susto. Não preciso dizer que praticamente nem sai do quarto naquele pernoite, pois estava sem roupas, e por sorte um colega emprestou uma camiseta e bermuda que serviram depois na volta do voo, encontrei a colega, muito brava, mas fazer o que? Ossos do ofício.

A outra história, eu na Galley do B-747, passageiros da cúpula do Vasco a bordo, e como os homens resolveram armar uma mesa de jogo, sobrou para eu ter que emprestar minha mala, juntamente com outras da tripulação, para os passageiros jogarem baralho, nem preciso dizer que naquele pernoite, bico seco, pois não tive acesso à mala, somente no final do voo. 


VOAR UM GRANDE LANCE . HISTÓRIAS DA AVIAÇÃO.











HISTÓRIAS DA VARIG - O MODERNO E SOFISTICADO BOEING 777

  EQTO B-777 –DATA ANOS 2000 Lembro até hoje do dia que entrei neste avião, quanto conforto, avião grande, com tecnologia, muito sistema n...